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domingo, 11 de novembro de 2012

Rua sem nome









             
 
De tanto perder.
Um homem
Obstruiu uma ponte.
 
Diziam que ali
Quem quisesse amar
Era só parar na fonte.
 
Que era tão alta
Que sua altura
Quando vista pelo suicida
Via-a cair em horizonte.
 
De tanta vida
O poeta foi à ponte.
Viu que ela unia os dois lados de uma rua sem nome.
Lá embaixo, crianças, brincando de pique - esconde

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Violoncelos Vermelhos







        
 

Sim, elos
Solícitos em baixo da cama, meus Chinelos:
Não muito velhos...
Sim, violoncelos vermelhos,
Em dias que só vejo
Paralelos com o desejo tão bom
De amar uma estrangeira
Em algum pé
De Laranjeira e lá
Olhar o sol com a borda toda: amarela. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Aniversário em linhas









              
Será o dia que passou
Numa máscara que ri
Ou só na cara inteirinha?

 
O que nos desenhou
As estórias em tirinhas
Ou as nossas quixotadas?

 
Eu juro que eu quiçá
Pra matar minhas horas todas
Eu entro em filinhas.

 
Eu que ainda desenho
O mês de Junho nas gretinhas
E quando chega Julho
Faço aniversário em minhas linhas.

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 3 de novembro de 2012

Contigo conto uma cantiga






   Contigo ergo
   O otimismo
   Mesmo num átimo, entrego.

   Contigo ligo
   O mimo, entrego
   Um misantropo non tropo.

   Contigo não desligo
   O celular, ligo-te
   Para dois números primos.

   Conto uma cantiga
   Como antigamente
   E depois nós dois rimos
   De um nome com o artigo A na frente.

   Contigo sigo
   Contra o intelectualismo
   E vamos indo
   À banda de lá
   Tocando trombone
   E que tal usar um boné
   Porque tá um sol de rachar.
   
  

Sea how sure be






     
Nunca nos movemos
De uma morte...
Agora nós temos
Muita sorte...
Alguma vez
Vimos a que porte
Chega o que queremos...


Não tão longe como Marte,
Não tão perto como o norte,
Não tão ao sul,
Tão como oceano azul,
Nem mais um ano.
Sea how sure be

Como uma árvore
Que se devora,
Mas nutre bytes
Por sites de busca
De entropia.  

 

 

 

 

sábado, 20 de outubro de 2012

Diamantes






      
 

Homem e mulher habitam
O mundo dos diamantes.
Homem e mulher
Amam de dia e a noite
Viram amantes.


Homem não quer criação,
Homem quer violação
Com participação da mulher.


Mulher quer criação
Depois da violação,
Depois filhos com participação do homem.
De dia: matrimônio, casa e filhos.
À noite hormônios à flor da pele: comem.


Se esta ciranda fosse comum e verdadeira
As liras dos poetas achariam suas videiras
Para dar nomes aos amantes que dormem enlaçados.   

 

 

 

 

 

 

       

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Palíndromo







              
Por favor
Um ovo.
Louvo
Aceitá-lo.
É um palíndromo,
Mas se quebrar
Não é fim do mundo!
Apenas se tiver grávido.

Você faça uma regressão,
Volta o tape,
Repete de trás para frente
Que isto que você fez é uma agressão!
Com uma palavra que tem toda esta graciosidade
 De ser lida de frente e verso
Embora eu utilize para verso\ poema.